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Três eventos estão programados, no Rio e em São Gonçalo, para lembrar nesta quarta-feira, dia 2 de junho, os oito anos da morte do jornalista Tim Lopes, assassinado por traficantes da Vila Cruzeiro quando investigava denúncias de abuso sexual de menores.
No Rio, às 12h, será celebrada uma missa, no Convento Santo Antonio, no Largo da Carioca, com frei José Pereira, de Nilópolis, e às 18h se realizará um culto na Igreja Messiânica Jorhrei Center Gávea, na Rua Marquês de São Vicente 246. Em São Gonçalo, das 9h às 15h, no bairro Trindade, haverá atividades de assistência social para atendimento de carentes, na Escola Municipal Professora Marlucy Salles de Almeida, na Rua Iataoc, s/nº, no bairro Trindade.
Para simbolizar a indignação da sociedade contra a violência nos grandes centros urbanos, serão instalados 20 outdoors em bairros cariocas, com os dizeres: “2 de Junho: oito anos sem Tim Lopes. Continuamos de luto!”
Mudança na lei
A professora Tânia Lopes Muri, irmã de Tim, disse que o luto pela morte de um parente ou uma pessoa querida normalmente tem um período de tempo mais ou menos definido. No caso da morte de Tim, o luto perdura porque seus assassinos, embora condenados, começam a se beneficiar pela progressão do regime após cumprirem um sexto da pena, sendo que dois deles aproveitaram o benefício para fugir.
Ângelo Ferreira da Silva, condenado a 15 anos, saiu da prisão em 7 de fevereiro para visitar a família, desapareceu e somente no dia 25 de maio foi recapturado. Há quase três anos, Elizeu Ferreira de Souza, o Zeu, condenado há 23 anos, fugiu e continua desaparecido até hoje.
Por esse motivo, a professora defende a revisão do Código de Processo Penal para que os autores de crime hediondo não tenham direito a benefícios relacionados com a redução de penas. “O bom comportamento é um artifício que os criminosos usam para, em pouco tempo, se verem livres de penas longas”, disse.
Pedido negado
A fuga dos dois condenados mostra que o juiz Rafael Estrela da Nóbrega, da Vara de Execuções Penais do Rio de Janeiro, teve razão ao ter negado em janeiro do ano passado uma iniciativa do próprio órgão judicial de conceder o benefício de regime semiaberto de prisão a Cláudio Orlando de Nascimento, o Ratinho, condenado a 23 anos e meio pelo mesmo crime.
Outro bandido, Fernando Sátiro da Silva, tem direito ao regime semiaberto. Ainda estão em regime fechado o chefe da quadrilha, Elias Pereira da Silva (o Elias Maluco), Reinaldo Amaral de Jesus e Claudino dos Santos Coelho.
Fonte: SJPMRJ – www.jornalistas.org.br
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