Abril de 2003 - Ano II - Número 6
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Perfil: Vinte e cinco anos de fotojornalismo
De tirar o chapéu...em sinal de respeito
FotoRio2003
Mudança na ponta do lápis
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Notas

 

 
Perfil
 
Luiz Mourier
 
 

Vinte e cinco anos de fotojornalismo. Para marcar esse tempo de carreira, completados em 2003, o fotojornalista Luiz Carlos Morier vai lançar um livro. A publicação vai mostrar muito mais do que sua biografia e seus melhores trabalhos: em suas páginas estará registrada seu combate à discriminação. “Essa luta que é minha e de muitos outros é interminável. Ela só vai terminar quando eu morrer. Meu trabalho retrata isso. Para mim, é fundamental a ação que traz igualdade racial, social e cidadania. É por isso que eu vivo batalhando e apontando a minha câmara no dia a dia. Meu objetivo é mostrar e informar à sociedade o que eu vejo, tudo de bom ou de ruim, na esperança de contribuir para mudanças.”.
Data certa para o lançamento o livro ainda não tem porque o processo de seleção não pára. Mas nessa retrospectiva estará sua foto predileta, Todos Negros e outras premiadas: a do Prêmio Pepsi, em 1992, sobre a “conversa” de um técnico de futebol, na Granja Comary, em Teresópolis, com um boneco da Pepsi, seu passaporte para uma viagem a Orlando (EUA) e a foto vencedora do concurso promovido pela extinta Federação de Esportes do Rio de Janeiro. E a foto que causou polêmica na premiação do Esso, em 1998, entre os fotojornalistas por ter sido preterida, e que foi escolhida Concurso promovido pela Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP). Também estará a foto que trouxe o segundo Esso. Morier acompanhava
um grupo de turistas europeus num passeio de jipe pela Floresta da Tijuca. Na Cachoeira dos Macacos, o grupo fez uma parada para tirar fotos e ele se afastou para fazer uma pano- râmica. Nesse momento, dois homens armados renderam o grupo e ele registrou. Logo depois, os assaltantes perceberam sua presença. Levaram sua máquina mas não o filme. A sequência foi estampada nas páginas do JB e já apontava para o comprometimento dos pontos turísticos da cidade com a violência.
Carioca, 51 anos, Morier, diz que foi no Jornal Tribuna da Imprensa que tudo começou. Aos seis anos, acompanhava o pai, Max Morier, repórter esportivo já falecido, e meio que um fundador da Tribuna. “Ficava lá vendo o jornal, todo mundo batendo à máquina, o jornal rodar, aquelas máquinas superantigas e comecei a me interessar por aquele trabalho”. Mais tarde ganhou.

 
 
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