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Carlos Carvalho iniciou sua carreira como frila em 1978, quando ainda estava em Boston (USA). Apesar de estar longe do Brasil, sabia de tudo o que acontecia no Rio: o movimento dos repórteres fotográficos, a organização da categoria, a luta pela Tabela de Preços Mínimos. Em 1982 voltou ao Brasil, uniu-se ao movimento e continuou a trabalhar como frila. O projeto pessoal para documentar a questão da terra, a luta do homem pela sobrevivência, começou a tomar forma em 1985, em Rondônia, onde conheceu Chico Mendes. Em 1988 voltou para o Rio e durante 3 anos fotografou para a Agência Angular (SP). Envolvido cada vez mais com a questão social, um dia optou por fotografar o lançamento da chapa de oposição do Sindicato dos Metalúrgicos do RJ em vez do concurso Miss Itaú, conforme pauta recebida. Essa decisão deu um corte em sua carreira e o contraste veio rápido. Se antes viajava de avião, agora ia de ônibus. Mas conseguiu montar um vasto banco de imagens. Em 1992, partiu para o Acre num projeto de documentação sobre a Amazônia. Na volta, entrou para o Imagens da Terra, então reestruturado e com capacidade para digitalizar e transmitir cerca de 140 mil imagens. Sobre o avanço tecnológico dos novos equipamentos, Carlos reconhece seus benefícios, mas “a rapidez tomou conta do trabalho fotográfico. Com isso, o “fazer” a foto (pensar a fotografia, estudar a luz ambiente etc) foi quase que eliminado”, avalia.
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| Informações
Gerais |
Nome |
Carlos Carvalho |
Naturalidade |
Rio de Janeiro |
Nascimento |
27 de abril de 1957 |
Formação |
Fotografia |
Principais
Trabalhos |
Dedicado à fotografia documental, Carlos procura mostrar os vários ângulos da vida no seringal, a luta pela terra, o projeto de Educação Alternativa, que visa integrar a comunidade escolar dos acampamentos ao ensino regular das cidades. |
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A imagem do indiozinho Xerente, tribo do estado de Tocantins abandonada pela Funai, é sua imagem preferida, um presente pessoal, captada em 1987.
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A dureza da escola regional no Acre.
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Uma pedra atinge o ônibus que transportava o então presidente José Sarney. A imagem ganhou as primeiras páginas, a única foto a simbolizar o "Fora Sarney!".
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Ainda no Acre, a religiosidade da prostituta.
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O trabalho diário. Uma das imagens que, como as outras feitas no Acre e exibidas aqui, é parte do material do fotojornalista sobre aquele Estado.
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